Incorporando o envelhecimento na gestão empresarial

Incorporando o envelhecimento na gestão empresarial

Grupo PSN
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O inevitável aumento da idade média dos quadros empresariais, que decorre em paralelo com o envelhecimento da população, faz com que seja cada vez mais necessária a adoção de um novo foco na estratégia de recursos humanos das empresas.

Trata-se do Age Management, um conceito centrado na gestão da diversidade geracional no trabalho, criado há três décadas pelo professor finlandês Juhani Ilmarinen, especialista em medicina do trabalho. A sua importância é de tal magnitude que a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho dedicou 2016 e 2017 à campanha Trabalhos saudáveis em cada idade.

Tal como afirma Javier Fernández Canosa, diretor da Área de Desenvolvimento de Pessoas da PSN, “pela primeira vez, estão a conviver cinco gerações que contam com a tecnologia como elemento diferenciador entre uma e outra”. Os mais jovens da geração baby boom na Europa, nascidos entre a Segunda Guerra Mundial e 1964, estão prontos para se reformar; a natalidade diminuiu de forma abrupta e a esperança de vida aumenta em igual ou maior proporção. Portanto, ninguém escapa à redução da população ativa, os quadros das empresas estão a envelhecer a olhos vistos e a idade de reforma vai aumentar entre um e três anos num futuro próximo.

Em Portugal, a taxa de natalidade é preocupante, sendo a segunda mais baixa da União Europeia em 2016, com 8,4 nascimentos por cada mil habitantes. Enquanto, por outro lado, a esperança de vida aumentou, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), para os 77,4 anos no caso dos homens e para os 83,2 anos de idade no caso das mulheres. De acordo com os dados do INE, a população em idade ativa situa-se nos 6,6 milhões de pessoas este ano, caindo para os 5,9 milhões em 2032, para menos de 5 milhões em 2047, devendo estabelecer-se no limiar de 4 milhões em 2074.

Trabalhadores Envelhecidos

O envelhecimento dos quadros das empresas pode representar um desafio para muitas organizações, que devem procurar formas de assegurar a sustentabilidade dos trabalhos que as pessoas desempenham ao longo de toda a sua vida laboral. Procurar uma maneira de conjugar ambas as necessidades é, precisamente, ao que se dedicou de há trinta anos para cá o especialista finlandês em medicina do trabalho Juhani Ilmarinen, uma eminência no seu campo, que criou o conceito Age Management (gestão da idade) e estabeleceu um indicador fiável, a Work Ability (capacidade de trabalho), que permite analisar e avaliar em que medida os empregados com mais idade estão em condições de desenvolver as suas tarefas no presente e num futuro próximo (ver quadro na página seguinte).

 

‘Work Ability’

Graças a vários estudos em que aplicou este indicador, Ilmarinen conseguiu demonstrar que tal capacidade está muito relacionada com a estratégia das empresas em relação à organização do trabalho, o ambiente interno, a flexibilidade, as medidas de conciliação familiar, o sistema de competitividade e a formação contínua, assim como o grau de importância que concedem à saúde dos trabalhadores, particularmente do ponto de vista da prevenção.

Este último ponto não pode ser menosprezado. “Quando me especializei em saúde laboral, imaginava que me ocuparia, maioritariamente, de pessoas jovens e sãs, mas agora deparo-me com quadros envelhecidos. Não só pela idade, mas também pelas doenças crónicas de que padecem que antigamente eram raras antes dos 65 anos.

Até há bem pouco tempo, nem nós médicos especializados prevíamos a necessidade de promover a saúde no trabalho. Hoje até os empresários pensam nisso, mas não de forma maioritária e não de uma forma suficientemente séria, tendo em conta que as pessoas são os seus maiores ativos e, se não as cuidam, nota-se”, conta o Dr. Jordi Schlaghecke, presidente da Sociedade Catalã de Saúde Laboral.

Por outro lado, Javier Fernández Canosa é da opinião, no que diz respeito à adequação das estruturas e condições laborais em função da idade, que “antes estavam mais focadas no nível académico, na formação, sobretudo desde o ponto de vista salarial. Atualmente e também devido ao contínuo desenvolvimento tecnológico, a experiência e o conhecimento são os fatores que mais se têm em conta”.

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