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A mudança de hora afeta-nos a saúde?

¿Nos afecta a la salud el cambio de hora?

Durante a próxima madrugada de 28 de outubro, os nossos relógios retrocederão uma hora para passar ao horário de inverno: às 2h00 passarão a ser 1h00. Com este pequeno gesto, em muitos casos automatizado pela tecnologia, enfrentaremos de novo os debates sobre a mudança da hora e mais ainda depois da decisão de eliminar estas mudanças de hora em toda a União Europeia.

Porque muda a hora duas vezes por ano?

Conhecidos como ‘horário de verão’ e ‘horário de inverno’, avançamos e atrasamos os ponteiros do relógio duas vezes por ano. Este hábito iniciou-se durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha e os países aliados puseram-na em prática para aproveitar a luz solar e poupar energia. Posteriormente, os dias da mudança de hora foram fixados pela diretiva Europeia 2008/84: o último domingo de março e de outubro.

Como adaptar-nos à mudança da hora?

Mais do que transtornos propriamente ditos, os especialistas falam de um pequeno ‘jet-lag’ até que o nosso corpo se adapte aos novos horários. Concretamente, até que o nosso ritmo biológico se acostume, podemos sofrer alterações no sono. E, como é habitual, os idosos e as crianças fazem parte da população mais vulnerável ou sensível a estas mudanças. Os efeitos na saúde das pessoas saudáveis são mínimos. Nestes casos, podem sentir-se mais cansadas do que o habitual ou estar mais desconcentradas. Estos efeitos durarão alguns dias, no máximo uma semana, até que se normalize novamente o ciclo vigília-sono.

Não obstante, podemos levar a cabo uma série de conselhos para nos adaptarmos melhor à mudança de hora e fazer com que, desta forma, os ponteiros do relógio não afetem o nosso dia-a-dia:

Relações causa-efeito da mudança da hora

Ainda que não existam provas científicas definitivas que sustentem a incidência direta e exclusiva da mudança de hora como motivo, encontramos diferentes investigações que apontam para uma relação de causa-efeito. Com a chegada de um longo período de dias mais curtos (horário de outubro) existe a possibilidade de que aumente o número de episódios depressivos.

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