8 mitos sobre o álcool e o seu consumo

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8 mitos sobre o álcool e o seu consumo

Grupo PSN
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Atraídos pelos efeitos do álcool, 71% dos adolescentes portugueses admitem ter consumido álcool em algum momento das suas vidas. Os dados são igualmente alarmantes pela idade precoce em que o fazem, sendo Portugal um dos países onde os jovens e adolescentes começam a beber mais cedo.

“É uma receita simples: ‘uma grande farra’ com os amigos, uns ‘copos a mais’ e um ‘não és capaz’ atirado do outro lado da mesa.” Estas são algumas das razões apontadas para o consumo precoce de álcool como retrata a campanha “A bebedeira passa. O resto não!”, lançada pelo Governo Português em 2018.

No entanto, o que os menores – e muitos adultos – desconhecem são os grandes mitos por trás do álcool. De seguida, elaboramos uma breve lista das frases mais ouvidas por quem consome álcool, para contradizer afirmações, que na verdade, são falsas.

Mitos do álcool e a saúde

O álcool não é uma droga

Para acabar com este mito, recorremos à definição de drogas da Organização Mundial de Saúde: “toda a substância, natural ou sintética, que altera o funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC), deprimindo-o, estimulando-o ou criando ruturas psicóticas. Drogas viciantes podem causar dependência se forem consumidas repetidamente. ” Esta definição se aplicada ao álcool, leva-nos à consideração de que este também pode ser considerado estupefaciente, uma vez que causa alterações no nosso estado e dependência em muitos casos.

O consumo de álcool em pouca quantidade é benéfico para a saúde

“Um copo de vinho por dia melhora a saúde cardiovascular”. Esta é uma frase muito popular, no entanto, não é inteiramente verdadeira. Um estudo efetuado pela Escola de Medicina da Universidade de Washington confirma a proteção conferida pelo vinho contra doenças cardíacas, mas não se for consumido diariamente. O estudo revela também que quem bebe um ou dois copos de vinho, quatro ou mais vezes por semana, tem 20% mais probabilidade de morrer prematuramente, quando comparado com quem consome álcool apenas três ou menos vezes por semana.

Se apenas bebo álcool aos fins-de-semana não faz mal

O consumo de álcool, geralmente em grandes quantidades, concentrado num ou dois dias por semana é muito comum entre os adolescentes. No entanto, as consequências deste consumo de “fim de semana” são as mesmas que as provocadas por quem bebe toda a semana.

O álcool ajuda a fazer a digestão

Este é outro dos mitos que nos habituámos a ouvir. A verdade é que não há provas científicas a este respeito como podemos constatar no site do IHYPERLINK  onde está explícito que “o álcool não aquece, não mata a sede, não dá força, não ajuda a digestão, não abre o apetite, não é um medicamento. Provoca imensos efeitos negativos nos nossos órgãos como gastrite, úlcera, falta de apetite, vómitos, cirrose do fígado, doenças cardio-cerebro-vasculares, sintomas neuromusculares (…)”

Mitos sobre o álcool e as relações sociais

O álcool desinibe e ajuda a criar um ambiente festivo

Embora o álcool possa trazer algum relaxamento, euforia e facilidade verbal e corporal, também pode camuflar outra série de problemas psicológicos, como a renúncia a uma parte da nossa personalidade (especialmente no caso das pessoas mais tímidas) e a esconder problemas de autoestima.

Além disso, o consumo de álcool também pode causar perda de autocontrolo, dificuldade na linguagem, descoordenação de movimentos ou fazer-nos entrar num estado mais agressivo. Estas consequências podem acabar com o ambiente festivo habitualmente associado ao álcool.

O álcool melhora as relações sexuais

Este é outro dos grandes mitos do álcool e dos relacionamentos sociais que é completamente falso. Estudos mostram que o consumo de álcool pode até dificultar ou impedir relacionamentos. Além de disfunções como a impotência, o álcool também pode ser a razão por trás de gravidezes indesejadas, doenças sexualmente transmissíveis, etc.

Mitos sobre o álcool e a sua omissão

Para enganar o alcolímetro devemos mastigar pastilhas, ter dois grãos de café na boca ou soprar de certa forma

Não podemos enganar, de forma alguma, o alcolímetro se formos parados numa operação policial e tivermos bebido álcool. A única coisa que podemos conseguir ao tentar enganar a polícia é recebermos uma multa ou algo pior pelo desrespeito.

Para recuperar dos efeitos do álcool: café e um duche frio

Devemos compreender que a eliminação do álcool é um processo pelo qual teremos que passar e não há “soluções” ou “atalhos”. Os banhos frios não vão ajudar-nos a reduzir o álcool no sangue e, de fato, a cafeína pode até ser prejudicial, pois é um estimulante para que possamos estar mais despertos, mas também mais agressivos e sem os reflexos adequados.

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